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Biólogo alerta para os riscos da presença do animal, que é da espécie amarela, e dá orientações de prevenção.

 

O aparecimento de uma grande quantidade de escorpiões amarelos no Conjunto Feira X, em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador, tem preocupado os moradores do local.

Os moradores relatam que os animais estão sendo encontrados em quantidade e em vários cômodos das casas. No ano passado 268 pessoas foram atendidas no Hospital Geral Cleriston Andrade vítimas de picadas de escorpião. Esse ano, já foram 39 atendimentos pelo mesmo motivo.

A dona de casa Eliene Cerqueira diz que tem mais ou menos dois meses que não tem sossego por conta do apareciemnto de escorpiões na casa onde mora. Ela disse que, só nesse tempo, apareceram mais de 10 escorpiões na área externa e interna do imóvel.

“[Aparecem] no quarto, no quintal. Qualquer coisinha já estava assustada”, disse.

A professora Márcia Lima, que também mora no Conjunto Feira X, também tem sofrido com essa situação. Ela disse que até já dedetizou a casa, mas não adiantou nada.

“A gente tem muito medo porque tem crianças, idosos. É um problema geral. não o problema só de uma ou duas casas. É um problema que tá acontecendo em várias casas, em outros caminhos também. Não tem local, é dentro do quarto, dentro da sala, no quintal. A gente fica muito preocupado”, relata a professora.


O biólogo André Matos esteve no local onde os escorpiões têm aparecido e identificou vários focos do animal.

“Tem frestas, tem rebocos, regiões com rachaduras. Nós podemos encontrar também nessas regiões com madeira cupim, o que o animal [escorpião] também pode estar utilizando para se alimentar. Com isso, nessa trajetória do animal em busca de abrigo e alimentação pode acontecer o acidente com o ser humano”, explicou o biólogo André Matos.

De acordo com o biólogo, a melhor forma de se prevenir é limpar o ambiente e evitar frestas. Ele alerta que, mesmo morto, o animal oferece muitos riscos, principalmente para as crianças.

“Não deve se brincar com o animal, nem vivo e nem morto. A gente faz essas orientações às crianças, principalmente. A gente pede que não manuseie [o escorpião com a mão], pode usar um pedaço de pau ou alguma coisa assim, se for tentar capturar o animal, o que a gente não recomenda também. Mas que não tente manusear o animal e nem oriente nenhuma criança a pegar o animal vivo", alerta Matos.

A enfermeira sanitarista Jaciara Costa, responsável pelo setor de animais peçonhentos do Hospital Clériston Andrade, explica que o escorpião amarelo é a espécie mais periogosa do animal. “É o mais grave, é o que mais inocula, o que leva mais risco de morte, inclusive. [O paciente picado] necessita imediatamente de assistência”, explica. A enfermeira orienta que assim que a vítima sinta dor local ou identifique que foi picada por um escorpião, mesmo sem a captura ou do animal, procure assistência médica imediata.